“Taxem-nos! Nós somos afortunados, nós somos bilionários e queremos colaborar com o País”

O senador Plínio Valério (PSDB/AM) usou a aclamação que os bilionários dos Estados Unidos fizeram ao Congresso de lá, para voltar a apelar que a Mesa do Senado tire o projeto dele da gaveta, de taxação das grandes fortunas, e o ponha em votação. É o Projeto de Lei Complementar (PLC) 183/2020, o Imposto sobre Grandes Fortunas (IGF), já foi mostrado no Amazonas no Congresso.

“Aqui, 5% dos ricos brasileiros detêm mais da metade da fortuna no Brasil. Então, se nós arrumássemos uma maneira deles também colaborarem, daria para arrecadar alguma coisa a mais, sem sacrificar a professora, o trabalhador, o agricultor, aquele pessoal ribeirinho, aquele pessoal do sertão”, defendeu Plínio.

Agora, Plínio usou estudo da organização internacional Oxfam Brasil, que mostra que 42 bilionários brasileiros aumentaram suas riquezas em U$34 bilhões durante a pandemia covid-19. Leia aqui o estudo da Oxfam.

O senador disse que antes do caos econômico provocado pela pandemia, ele leu, da tribuna do Senado, carta enviada por um grupo de bilionários americanos aos candidatos republicanos e democratas que estão na corrida pela Casa Branca, nos Estados Unidos, propondo a taxação que o título expõe: “Taxem-nos! Nós somos afortunados, nós somos bilionários e queremos colaborar com o País”.

Valério disse que a Oxfam é uma das maiores defensoras da aprovação do projeto de taxação das grandes fortunas dele. A entidade implementa ações de combate a pobreza em 90 países. O estudo da Oxfam, citado pelo senador, feito com base na evolução do ranking de bilionários da revista “Forbes”, mostra que o patrimônio dos muito ricos no Brasil saltou de US$ 123,1 bilhões em março para US$ 157,1 bilhões em julho deste ano. Aqui, você lê a matéria da Oxfam e o relatório completo da Forbes.

Pelo menos duas revista publicaram o estudo da Oxfam. Aqui, leia matéria da Carta Capital e aqui, do site Metro Jornal

O projeto de Valério, que, de acordo com ele, cria o imposto para ajudar em ações de combate a pobreza, saúde e criação de empregos, tem uma taxação mínima de 0.5% apenas para fortunas a partir de R$28 milhões e alivia a classe média. Leia aqui a íntegra do projeto.

“Ao invés de apreciar o projeto de taxação das grandes fortunas, o Congresso começa a analisar proposta que cria mais impostos para o comércio na internet, o que penaliza principalmente a classe média e aumenta o fosso tributário entre os muito ricos e os mais pobres”, reclamou o senador.

Ele questionou ainda “até quando a Mesa do Senado vai ignorar a realidade da desigualdade entre muito ricos e a classe média agora escancarada pelo estudo da Oxfam”. E disse que já ficou provado “por A mais B que o projeto não irá afetar emprego ou provocar fuga de capitais, mas os que decidem a pauta do Senado estão sendo mais realistas que o Rei”, lamentou Plínio Valério.

Fonte: Assessoria do senador e site da Oxfam

Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

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