Lei contra notícias falsas tem apoio de 84% da população, aponta pesquisa do DataSenado

Uma pesquisa realizada pelo DataSenado, instituto de pesquisa do Senado Federal, revela que 55% dos entrevistados estão muito preocupados com notícias falsas e 84% concordam com a criação de uma lei de combate a elas. Os dados também mostram que três em cada quatro usuários de redes sociais acreditam que, nos ambientes virtuais, as notícias falsas ganham mais visibilidade do que as verdadeiras.

Para o senador Alessandro Vieira (Cidadania/SE), autor do projeto que cria normas para as redes sociais e aplicativos de mensagens com o objetivo de evitar a disseminação de notícias falsas, o PL 2.630/2020, o resultado da pesquisa reflete a vontade da população de controle dessas notícias.

O Instituto DataSenado realizou pesquisa nacional para ouvir a opinião dos brasileiros sobre redes sociais e o projeto do senador Alessandro Vieira, que tem o objetivo de combater a disseminação de conteúdo falso na internet. Entre os dias 9 e 11 de junho, foram entrevistados por telefone 1.200, em todas os estados, brasileiros com mais de 16 anos, em amostra representativa da população brasileira.

Maioria dos brasileiros apoia a criação de uma lei contra fake news

Os resultados mostram que 78% dos brasileiros têm ou já tiveram perfis em redes sociais. E a maioria dos cidadãos que integram esse grupo (87%) está em alguma medida preocupada com a quantidade de notícias falsas divulgadas nessas plataformas.

Três em cada quatro (76%) usuários de redes sociais concordam que, nesses ambientes virtuais, notícias falsas ganham mais visibilidade que notícias verdadeiras. Aproximadamente nove em cada dez (93%) acreditam que as notícias falsas trazem riscos para a sociedade no momento atual de pandemia.

Nesse sentido, 84% dos brasileiros que usam ou já usaram redes sociais avaliam que a criação de uma lei de combate às fake news vai contribuir para a redução da quantidade de notícias falsas nessas plataformas. Os dados também mostram que 66% dos usuários sabem que o Congresso Nacional está debatendo uma proposta de lei para combater as notícias falsas em redes sociais.

Nove em cada dez usuários acham que redes sociais devem verificar publicações

A ampla maioria dos usuários brasileiros de redes sociais (94%) acredita que as empresas responsáveis por essas plataformas devem verificar se as informações publicadas por usuários são verdadeiras.

Além disso, 94% concordam que as redes sociais devem colocar um alerta em publicações que contenham informações falsas e 93% consideram que as redes sociais devem diminuir o alcance de publicações que contenham informações falsas.

Do mesmo modo, 97% dos usuários pensam que o usuário de rede social que faz uma publicação com informação falsa deve ser informado pela plataforma.

Quem sabe da existência dos robôs

Pouco mais da metade dos usuários (54%) têm conhecimento de que há, nas redes sociais, perfis controlados por programas de computador, os chamados “robôs”. Nesse grupo, 82% sabem que robôs também são usados para espalhar notícias falsas e 75% acham que os perfis controlados por robôs devem conter avisos que os identifiquem como tais.

Em relação à frequência de uso dos meios de comunicação e das redes sociais como fonte de informação, o WhatsApp é o mais frequentemente usado (64%), seguido pela televisão (58%) e por sites de notícias (39%).

Perguntados se já decidiram voto em período de eleições, com base em informações vistas em redes sociais, 23% disseram que já o fizeram com base em informações vistas no Facebook, e 21% com base no que viram no WhatsApp.

As amostras do DataSenado são totalmente probabilísticas. Nas entrevistas são feitas perguntas que permitem estimar a margem de erro para cada um dos resultados aqui divulgados, calculados com nível de confiança de 95%. Dessa forma, não existe uma única margem de erro para toda a pesquisa (aproximação usual em pesquisas que não são totalmente probabilísticas). As entrevistas foram distribuídas por todas as unidades da Federação, por meio de ligações para telefones fixos e móveis, com alocação proporcional à população de cada UF.

Veja a pesquisa detalhada aqui.

Fonte: Agência Senado

Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado

 

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