Deputado Delegado Pablo diz que operação da PF trata de “supostos fatos de oito anos atrás”

“Ninguém quis investigar o que está acontecendo em escândalos de saúde do ano atual”, reclamou o deputado federal e delegado licenciado da própria Polícia Federal (PF), Pablo (PSL/AM), sobre a operação Seronato, que fez busca e apreensão nas casas dele e da mãe, também investigada no inquérito.

Alvo de investigação da Polícia Federal na manhã desta sexta-feira, o deputado federal Pablo Oliva, o Delegado Pablo, se pronunciou no início da noite para se defender do que chamou de “acusações infundadas” por parte da PF, instituição em que ele é delegado licenciado após ter sido eleito deputado federal em 2018, no esteio da onda bolsonarista.

No vídeo, o deputado reclamou que os “supostos fatos” seriam de oito anos atrás e que “ninguém quis investigar o que está acontecendo em escândalos da saúde no ano atual”. “Essas pessoas que hoje me acusam injustamente vão encontrar sim, elas, a justiça na frente delas”, disse.

Entenda

Na manhã desta sexta-feira, uma operação cumpriu mandados de busca e apreensão contra seis pessoas. Além do deputado, dois familiares dele (uma delas é apontada como sua mãe), dois empresários e uma ex-sócia de uma das empresas envolvidas são alvo da investigação. A PF apura possível prática de crimes de corrupção passiva, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro.

De acordo com a PF, as provas da materialidade do crime e indícios de autoria, colhidos ao longo do primeiro inquérito, indicam que o servidor da Policial Federal (Delegado Pablo) ‘teria se prevalecido do cargo ao fazer mau uso das informações obtidas durante investigação que culminou com a Operação Udyat (deflagrada pela PF), no ano de 2012, para viabilizar, de forma indevida, o agenciamento da venda de uma empresa pertencente a pessoa de sua família (a mãe de Pablo, de acordo com o portal Amazonas Atual), pelo valor de R$ 500 mil”.

“Por meio da segunda investigação criminal, a Polícia Federal pretende a possível ocorrências de crimes de falsidade, favorecimento em razão do cargo e lavagem de dinheiro, em relação a fatos que envolvem a subcontratação, realizada por um consórcio de empresas que atuou na construção do Aeroporto Internacional de Manaus/AM (Eduardo Gomes), para que a empresa registrada, em nome do familiar do servidor da Polícia Federal, executasse o paisagismo do aeroporto, pelo valor de R$ 1.2 milhão de reais”, informa ainda a PF.

Veja o vídeo que o deputado divulgou em redes sociais: https://www.instagram.com/tv/CAOW2UyniNi/?igshid=19a9zzoc3fe1f.

Foto: Extraída do vídeo do deputado no Instagram

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