Estudantes e trabalhadores ocupam as ruas do Brasil para defender a Educação e contestar a reforma da Previdência

Durante toda esta terça-feira, 13, as ruas do país foram tomadas por mobilizações em defesa da Educação e contra a reforma da Previdência. Milhares de estudantes, professores, sindicalistas, trabalhadores e ativistas dos movimentos populares denunciaram retrocessos do governo de Jair Bolsonaro (PSL). O terceiro “Tsunami da Educação” contou com atos nos 26 estados brasileiros e no Distrito Federal.

Em Manaus, estudantes saíram cedo da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), no bairro Coroado, zona Leste de Manaus, e foram encontrar trabalhadores npara o centro da cidade. Os temas da manifestação em Manaus além dos protestos aos cortes na Educação e a reforma da Previdência, inclui a defesa da Amazônia, que teve intenso aumento  da devastação no atual governo, conforme dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espacial (Inpe), defesa do meio ambiente e a volta da juventude aos movimentos de rua.

Foto: Miguel Pacheco

Segundo levantamento da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), pelo menos 211 municípios brasileiros registraram atos nesta terça. A população somada dessas cidades é de quase 83 milhões de pessoas, cerca de 40% da população do país.

Assim como nas últimas grandes jornadas de protesto, nos dia 15 e 30 de maio, o repúdio aos cortes no orçamento do Ministério da Educação (MEC) e de tramitação da proposta de reforma da Previdência permanece. A novidade deste 13 de agosto é o protesto contra o projeto “Future-se”, que prevê a criação de um fundo de R$ 102 bilhões para atrair investimentos internacionais no ensino superior.

Reitores, ex-ministros da Educação e outros especialistas da área afirmam que o projeto ameaça a autonomia orçamentária das universidades e representa um ataque à gratuidade do ensino superior.

O dia de mobilizações foi convocado pela União Nacional dos Estudantes (UNE), que já manifestou posição contrária ao “Future-se”. Segundo a UNE, o programa tem um viés privatizante e precisa ser combatido.

Além das mobilizações de rua, aderidas por uma série de categorias, a UNE anunciou que vai buscar apoio na sociedade, no parlamento e no meio acadêmico para apresentar no Congresso Nacional um projeto de lei que garanta investimentos em Educação para além do teto de gastos do governo e que proíba o contingenciamento de verbas das universidades públicas e institutos federais.

Veja matéria completa sobre a manifestação em todo o país no site Brasil de Fato aqui.

Fonte: site Brasil de Fato (BdF)

Foto da manchete: Rafael Tatemoto

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